19.09.2016

Inovação

Uber prevê a substituição de motoristas humanos

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Primeiro carro autônomo começa a circular na cidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos

Já faz um tempo que diversos fabricantes estão desenvolvendo carros autônomos, mas até agora, eles ainda não tinham sido liberados para que o público pudesse usufruir de toda sua tecnologia. A Uber é uma dessas empresas que tem investido em inteligência artificial e anunciou no dia 18 de agosto que seus carros automatizados começariam a transportar passageiros em Pittsburgh, nos EUA, em setembro desse ano.

O modelo é um veículo Ford Fusion híbrido, equipado com radares, sensores, scanners lasers e câmeras de alta definição, programado para colher informações dos arredores enquanto trafega, ao mesmo tempo que coloca à prova suas habilidades de direção autônoma. A companhia realizou o projeto por meio do Centro de Tecnologias Avançadas, contando com uma equipe de profissionais que já trabalharam no Google e na Universidade Carnegie Mellon.

De momento, o carro autônomo ainda está passando por uma fase de testes. É difícil entender se o sistema atual vai inspirar muita confiança na versão inicial da tecnologia. O Uber escreveu em seu blog oficial que, por enquanto, um motorista estará presente apenas para monitorar as operações, e que acredita que esse tipo de tecnologia deverá colaborar para um menor congestionamento, além de reduzir os riscos de acidente e oferecer transporte a um preço mais acessível.

“Quando não há nenhum outro cara no carro além do passageiro, o custo de tomar um Uber se torna mais barato que o custo de ter um carro. Aí está a mágica: se você baixar esse preço a ponto de que seja mais baixo para todos do que o custo de ter um carro, o hábito de ter um carro desaparece”, diz Raffi Krikorian, diretor de engenharia do Uber, no blog oficial da empresa.

No longo prazo, isso é uma coisa boa. Afinal, carros sem motorista serão muito mais seguros e eficientes que os carros dirigidos por humanos. Andar num automóvel sem motorista vai ser mais conveniente que ser dono de um carro, e veículos autônomos permitirão que repensemos a maneira como planejamos cidades e estacionamentos. Há muitos e muitos motivos fortes para dar esse passo adiante rumo a um futuro em que os carros se movam sozinhos.

Por outro lado, esse novo investimento também pode representar um risco, vendo que muitas pessoas usam o Uber como uma forma de trabalho. Sabendo que a empresa poderá, dentro de alguns anos, colocar diversos carros autônomos nas ruas, é o mesmo que dispensar centenas ou milhares de motoristas de suas funções.

Além dos carros autônomos, o Uber possui uma dupla de robôs que patrulham seu estacionamento 24 horas por dia, enquanto um está recarregando, o outro está na ativa. Ambos são inteiramente conectados ao sistema de segurança do local, reconhecendo funcionários e prestadores de serviço, enquanto fica alerta para desconhecidos.

Com tantas empresas em vários países avançando tanto no desenvolvimento de tecnologia, todos nós sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, os empregos para humanos chegariam ao fim.

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