13.10.2017

Mercado Digital, Mídias Sociais, Notícias, Tendências

Por que estamos consumindo mais notícias através de apps de mensagens?

O consumo de conteúdos noticiosos através de aplicativos de mensagem, como é o caso do WhatsApp e do Facebook Messenger, está crescendo em grande parte do mundo. Enquanto isso, a confiança nos veículos de imprensa tradicionais deixou de ser tão positiva. Isto se dá porque as mensagens privadas permitem que os usuários compartilhem sem medo de constrangimento, são gratuitas e oferecem criptografia.

Dados do estudo Digital News Report — realizado este ano numa parceria entre o Reuters Institute e a Universidade de Oxford com 71.805 entrevistados de 36 países — apontam que 66% da população brasileira usa as redes como principal fonte de informações. Apesar da queda de 6% em relação ao ano passado, o consumo de notícias via redes sociais ainda é grande (e a preocupação dos usuários com a veracidade do que é veiculado maior).

Um dos motivos deste aumento, de acordo com o estudo, é a segurança do sistema de criptografia do WhatsApp. O relatório revela que a confiança das pessoas nos meios de comunicação é baixa. A abundância de conteúdos na Internet, combinada com novas formas de distribuição, contribuiu para uma crise de confiança no jornalismo. Está cada vez mais difícil distinguir os fatos verificados das notícias falsas. Por outro lado, apenas 13% dos entrevistados diz pagar pelas notícias que consome, número que aumenta no México e no Brasil, para 18% e 22%, respectivamente.

Cerca de 15% dos entrevistados admitiram consumir notícias através do WhatsApp, contra 8% registados no ano passado, enquanto o Facebook Messenger é usado por 8% dos consultados para se informar. As notícias móveis cresceram significativamente no último ano, especialmente nos EUA (+8 pontos percentuais), Coreia do Sul (+7) e Austrália (+4), tornando-se uma nova rota importante para o conteúdo e dando uma nova vida para os apps de notícias. O consumo de notícias através do WhastApp é especialmente alto na Malásia (51%), Brasil (47%) e Chile (39%). Nos Estados Unidos, apenas 3% usam o aplicativo para ficarem informados.

Depois do Facebook, o Whatsapp já é o 2º maior referencial dos brasileiros para a busca de notícias no ambiente online. E isso é extremamente relevante para quem quer se destacar como fonte confiável de informações junto aos seus públicos de interesse. A sua empresa precisa ir aonde os leitores estão para ser referência. Saber utilizar o WhatsApp como ferramenta para disseminar seu conteúdo não é apenas importante; é fundamental dentro das suas estratégias de comunicação digital.

Quanto aos dispositivos onde se consome a informação, o relatório confirma o avanço dos smartphones e smartwatches. Enquanto os veículos de comunicação tentam aperfeiçoar as suas ofertas digitais em smartphones e tablets, um novo dispositivo começa a ganhar espaço no mercado: os assistentes pessoais, como a Alexa, da Amazon, e a Siri, da Apple.

De modo geral, o crescimento dos mensageiros para consumo de notícia se soma ao uso das redes sociais e não em substituição a elas. A grande maioria (78%) daqueles que usam um aplicativo de mensagens para notícias também usa pelo menos uma rede social. Mais de 30 mil bots (serviços que estão programados para conversas sobre notícias, esportes ou clima) foram criados no Facebook Messenger desde o lançamento do recurso em abril de 2016.

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