A Midiaweb, além de um belo histórico na construção de importantes marcas e cases em comunicação digital, tem também um know-how e bagagem considerável em webmarketing para o segmento político.
Marcelo Biacchi, diretor da empresa e especialista em comunicação digital, conta que a agência foi criteriosamente selecionada e que atuou ativamente nas campanhas que elegeram o primeiro mandato do Deputado Federal Eduardo Sciarra em 2002 e, na desafiadora campanha também do primeiro mandato, que elegeu Beto Richa em 2004 como prefeito de Curitiba.
Marcelo relata que a agência tem agora um campo ainda mais fértil para atuar, pois está ainda mais preparada e estruturada nacionamente para atender desafios ainda maiores e contam com um mercado bem mais maduro. Novas ferramentas, técnicas e serviços estão no jogo e somando-se a isso, o acesso à rede pela população que teve um crescimento exponencial, bastante capilar já atingindo inclusive as classes D e E. Outro aspecto também bastante favorável, além da distribuição e aumento do número de acessos à rede, é quantidade de horas de conexão que mantém o Brasil por consecutivos anos como o país mais conectado do mundo. Comportamento que mostra que a Internet faz cada vez mais parte do dia a dia das pessoas.
A combinação de uma estratégia digital bem planejada, com o cenário favorável de exploração e utilização do meio, certamente deve trazer diferenciais e contribuições importantes aos candidatos que puderem ter acesso a agências especializadas nesta área, para estas próximas eleições.
Em 2008, a campanha de Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos contou com uma poderosa aliada – a Internet. No ano que vem, isso também pode se tornar realidade aqui no Brasil. No último dia 15, o Senado aprovou a liberdade de uso da rede durante as eleições proposta pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB – MG).
Se a Lei for aprovada pela Câmara e sancionada pelo presidente Lula, a Internet será um complemento importante às campanhas realizadas na TV e nas rádios. É no que acredita Marcelo Biacchi. “O candidato passa a contar com diversas ferramentas e recursos para falar com os eleitores, o que acaba abrindo novas frentes de diálogo e possibilidade de expor com mais profundidade e detalhamento seus projetos de trabalho, enriquecendo a exposição que acaba sendo mais limitada em outras mídias em virtude do tempo e outros fatores”, comenta.
Marcelo destaca que os políticos poderão atuar nas diversas plataformas dentro do cenário digital. Entretanto, muito mais que a utilização de novas ferramentas, a questão é saber como explorar todo o potencial do meio de forma eficiente e integrada a fim de se obter resultados que realmente ajudem a fazer a diferença. Faz-se necessário um planejamento orientado para que se obtenha a força de todos estes recursos de forma coordenada. Ferramentas e mídia, são apenas meios. A virtude mesmo, estará na qualidade do plano de comunicação e estratégias digitais que deve ser desenvolvido, para que aí possa se responder, o que fazer, como fazer, e, para se obter o quê.
Para o especialista, nãoexiste uma fórmula padrão para todos. Deve-se tratar o perfil, o plano de marketing, o posicionamento, os interesses e os do público-alvo ou da população de cada candidato. É possível também se obter importantes inputs da internet a cerca do que as pessoas estão interessadas, quais são os temas mais buscados em um Google, por exemplo, entre outras coisas.
Também vale ressaltar, segundo ele, a importância de se ter uma presença fragmentada, não depender apenas da ‘url’, ou seja, do endereço eletrônico do candidato. “O Brasil tem hoje, no seu perfil de internautas, os mais sociais do mundo. Portanto a utilização do SMM ou (Social Media Marketing) é fundamental para se estar presente e engajar pessoas que fazem parte de diversas redes sociais e comunidades”, diz.
O caso de Obama pode servir de inspiração para muitos políticos brasileiros, sobretudo para os que parecem entender um pouco mais sobre a importância da rede, como é o caso do governador de São Paulo, José Serra. “O presidente dos Estados Unidos utilizou diversas ferramentas da Internet para se comunicar com seu eleitorado, criando, inclusive o My Barack Obama (http://my.barackobama.com)”, cita Sergio Coelho, diretor de planejamento da agência. Explica que o site do então candidato permitia criar um perfil, receber e-mails, vídeos, material e relatos de campanha e até manter um blog personalizado para apoiar o presidenciável. “Ou seja, a sensação de estar próximo de Obama foi muito real, o que engajou o eleitorado”, avalia.
Na visão de Coelho, o uso da web nas eleições do ano que vem tem grandes chances de aproximar os jovens da política. O que deve ser um marco, daqui para frente.
Indefinições
Ainda existem muitos pontos nebulosos na lei que permitirá a utilização da Internet nas campanhas eleitorais. O texto do senador Azeredo afirma, por exemplo, que será vedado o anonimato durante a campanha. Para Coelho, não há como garantir que não haverá anonimato ou perfis de falsos usuários. “É praticamente impossível controlar isso”, ressalta. Outro ponto difícil de obter controle é sobre o espaço concedido a cada político em sites de empresas, uma vez que é muito difícil medir a participação de cada um deles, diferentemente do que acontece nas TVs e nas rádios.
Coelho também acredita que a Internet facilitará o ataque direto aos partidos políticos ou aos próprios candidatos. De acordo com ele, ninguém ainda pensou como os ataques serão controlados e em que medida o atacado poderá se defender de outros modos diferentes do “direito de resposta”.
Inovações
Caso entre em vigor, a lei da liberdade do uso da Internet na corrida eleitoral de 2010 muitos políticos deverão contratar agencias especializadas em comunicação digital aponta o diretor da Midiaweb. Segundo ele, estas serão as responsáveis pelas grandes inovações no setor, pelas estratégias e alavancagem do marketing político que como o tradicional está passando por um momento revolucionário causado pela relevância dos meios digitais.

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