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30 de Novembro11:06 am

Design para novas mídias

Voltando um pouco no tempo, vemos o desafio dos designers, publicitários e profissionais de marketing com relação à divulgação de produtos, serviços e marcas dos seus clientes, onde as mídias eram essencialmente estáticas e unilaterais, ou seja, anúncios impressos nos quais a informação vinha apenas de um lado, deixando o público atingido apenas na posição de receptor.

Com o advento do rádio, as experiências em comunicação se tornaram áudio/visuais, ou seja, teríamos que impactar o receptor através de um anúncio estático e um sonoro. A televisão chegou para juntar as duas coisas e unificar as sensações da informação em um único veículo. Isso não acabou com os anúncios estáticos, tão pouco com os anúncios de áudio. Simplesmente a publicidade ganhou a sua principal ferramenta de comunicação até os dias de hoje, deixando as demais mídias como apoio para as campanhas de tv.

Em toda essa trajetória o design, como ferramenta da comunicação e do marketing, vem se adaptando para tornar possível todas as sensações provocadas por mídias emergentes. Desde então, as experiências do receptor tornaram-se cada vez mais avançadas, surgem anúncios animados em topsites, mídia in-door e demais mídias alternativas.

As ferramentas denominadas “multimídia” entram em cena para incluir mais um item na experiência do ainda receptor: a interação com o material publicitário. Isso permite ao usuário novas sensações, além da visual e sonora, dando a ele alguma autonomia no que se realmente quer ver e ouvir, a comunicação passa a ser menos unilateral. Com isso abrem portas para o surgimento de novas formas de se fazer propaganda e marketing. Surge a world wide web, nossa querida internet.

A internet precisa de um artigo somente para ela, mas posso citar rapidamente aqui uma prévia da sua evolução. Ela começou dando ao usuário novas sensações interativas como hiper-navegação, pesquisas rápidas, novas formas de relacionamento e absorção de conteúdo relevante ao seu perfil. A publicidade e o design se ajustam mais uma vez para atender essa nova realidade, tentando trazer os modelos já existentes para dentro da rede mundial. O segundo momento da rede permite ao usuário se reunir em comunidades definidas por perfis, ter acesso a conteúdo de áudio, visual, animado e interativo.

Surge a web 2.0, que nada mais é que uma maneira diferente de pensar web, ou não tão diferente assim, pois ela foi criada em seus primórdios para promover a colaboração de conteúdos acadêmicos e organizações militares do governo americano. A web já nasceu colaborativa. A atitude de retomar essa maneira de usar a web custou aos comunicadores a queda do termo “receptor”, pois agora ele virou “co-autor” ou “colaborador”. Assim, a web avança mais um pouquinho na formação da sua personalidade e como mídia assume a poderosa posição de permitir ao usuário/co-autor a possibilidade de ter experiências áudio/visuais, animadas (vídeos e vinhetas flash), interativas e colaborativas. Atendendo ainda mais os anseios do público que a consome. Como será a web 3.0?

Flávio Vidigal
Criação e Gestão de Mídia
Midiaweb Inteligência Interativa



5 pessoas comentaram

Comentários

  • Comentário de Manuela

    Preciso fazer um trabalho cujo tema atribui-se a: “As novas mídias e a perspectiva de um publicitário na baixada fluminense”. Procuro novas mídias que se encaixem neste perfil. Ou seja, a propagação delas por meios de campanhas publicitárias patrocinadas por empresas da própia baixada. Além da internet há alguma nova mídia que estaja habilitada para isso?

  • Comentário de Sérgio Coelho

    Manuela,

    Vale lembrar dos dispositivos móveis como suporte para entretenimento e informação. Em vários países do mundo, e o Brasil em pouco tempo não fugirá à regra, os dispositivos móveis, como celulares e smartphones, superarão os PCs para estes fins. Portanto, um publicitário precisa ficar muito atento, pois campanhas podem ser feitas tendo como suporte este tipo de devices. Caso consiga, com criatividade, explorar as características e respeitar as limitações deste meio, poderá obter resultados bastante expressivos para os seus clientes.

    Até mais,

    Sergio Coelho

  • Comentário de felipe

    realmente a publicidade a alguns anos atrás, se tornvava bem mais dificil e complicada do que hoje.
    vender, argumentar , e criar estrategias eficazes se tornou muito mais facil com o advento da internet.
    a credibilidade, segurança e qualidade que a internet oferece, abre um campo para os publicitarios, fazendo facilitar todo o trabalho desses profissionais.
    A web já nasceu colaborativa. A atitude de retomar essa maneira de usar a web custou aos comunicadores a queda do termo “receptor”, pois agora ele virou “co-autor” ou “colaborador

  • Comentário de Daniela Takahashi

    O autor analisou bem os caminhos do design, juntamente com as ações de MKT e PP.
    Não podemos dizer que no início era mais fácil de se fazer anúncios, por ser estático.
    Pois era uma nova forma de comunicar, de vender algo. As ferramentas eram precárias. Agora temos todo acesso às niovas ferramentas, sejam pro softwares livres. Cursos de qualquer formação para instruir o indivíduo em fazer artes.
    Dentro deste contexto entra o receptor, que antes recebia passivamente as programações, seja de notícias, anúncios e etc.
    Agora, ele pode escolher em qual página entrar, em quê clicar e visualizar.
    E ainda, como emissor, estamos livres para fazer um site, basta saber fazê-lo, não dependemos de grandes empresários para liberar e cobrar a veiculação na TV, rádio e etc.
    A internet é livre, ou quase, basta trabalhar a inserção nos meios digitais, e capacitação pessoal.

  • Comentário de Marielly Martins

    Nessa nova era do “faça você mesmo” muitas pessoas têm a oportunidade de exibir trabalhos na internet que antes não eram mostrados nas mídias convencioanis. A liberação da produção, emissão, distribuição e configuração na web tira a idéia de receptores passivos a tudo que é passado, sem haver um retorno, um espaço para expor a opinião. Eu mesma já divulguei trabalhos através do youtube. Mas existe a questão da não existência de um “filtro”, o que deixa a internet às vezes um pouco “perigosa”. Qualquer pessoa pode ter acesso a qualquer informação, em qualquer horário. Mas as partes positivas dessa tecnologia superam as negativas e fazem com a internet seja sem dúvida um meio demoocrático de comunicação.

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